segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Bolsa eletrônica"

O pregão viva-voz, onde os operadores das corretoras negociavam ações, com telefones vermelhos e blocos de papel nas mãos, foi encerrado em setembro de 2005. Desde então, todos os negócios são feitos eletronicamente. Não há mais aquele monte de gente gritando "Eu compro a tanto...", "Eu vendo a tanto...". Hoje, a tecnologia deixou tudo muito mais rápido e seguro. E essa agilidade, fez com que muito mais pessoas tivessem acesso ao mercado, e, consequentemente, aumentando o número de negócios realizados na Bovespa. A média de negócios em 2005 que era de 62 mil, passou para mais de 200 mil em 2008 e o volume de dinheiro que era de 400 bilhões de Reais, passou para mais de ! trilhão.

Essa é uma foto da BOVESPA hoje. Muito mais calma não acham?
Mas a gritaria, ainda existe na BM&F, que só para lembrar, tem suas negociações em um local distinto do da BOVESPA, apesar de terem unido as empresas. Ainda restam algumas rodas de negociação pois muitas pessoas, vêem um charme no modelo antigo. Mas a tecnologia, tende a chegar e acabar com o emprego dos últimos operadores que ficaram.
Em uma breve explicação, a bolsa nessa época, funcionava assim; Haviam rodas de negociação, onde cada roda, era um tipo de ação ou uma ação. Tinha a roda da Vale, a roda da Petrobrás e assim por diante. Os operadores eram os que intermediavam o negócio entre os que queriam vender e os que queriam comprar. Cada um tinha seu preço e obviamente, eles corriam atrás do melhor.
Hoje, as ofertas de compra e de venda, são elencadas por ordem de preço e de chegada pelo computador, ou seja, quem tem melhor preço, entra na frente de quem tem pior e dentro de um mesmo preço, fica na frente quem deu a ordem primeiro.

Folha Invest 2009

O Folha Invest é um simulador de mercado que possibilita aos participantes, conhecê-lo na prática. É um simulador que leva em consideração, os valores reais do dia-a-dia da bolsa. Cada pessoa recebe um dinheiro virtual e pode operar da maneira que quiser. Ao final, os melhores investidores, além de aprender, ganham prêmios. Aí vai o link do Folha Invest 2009. Bons trades!!!

http://folhainvest.folha.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Como começar a comprar e vender ações

Pois bem, para iniciar a comprar ou vender ações, é necessário fazer um cadastro em alguma corretora, pois somente através de uma é que se pode efetuar negociações no mercado de capitais. Não há como ir direto até a Bm&fBovespa e falar: “E aí, me vê umas 50 Petrobrás e umas 100 Vale”. Você tem que ter uma conta em uma corretora, que é a instituição autorizada a mediar as negociações entre você e a Bovespa.

A conta que você vai abrir na corretora é uma “conta-investimento”. Isto quer dizer que ela é uma conta no seu CPF que você terá acesso através do site da CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), de quem você receberá, em casa, correspondências mensais de sua movimentação. Esta conta será ligada a uma conta bancária de sua escolha, em um banco de sua escolha, da qual você fará as transferências para a conta-investimento. Esta conta terá uma taxa de custódia mensal a ser paga a CBLC pelos serviços prestados e uma taxa anual pela existência da conta em uma corretora. Haverá tambem, a taxa de corretagem, mas que não depende da conta, mas sim, de sua movimentação. A taxa de corretagem é paga em cada movimentação de compra ou de venda que você fará. As taxas aplicadas variam de corretora para corretora.

As corretoras oferecem vários tipos de atendimento ao cliente. Há corretoras que atendem por telefone, por MSN (Messenger) e por Home Broker, programa da própria corretora através do qual se pode dar ordens de compra e venda de qualquer computador. Há corretoras que oferecem taxa de corretagem de R$10, R$5 e até R$1, mas isso só por Home Broker. Se você precisar de ajuda, ou quiser falar com algum operador sobre qualquer ação, ou seja, se operar pelo telefone, será cobrada taxa cheia da Bovespa ou um pouco menos, que é de 0,5% + R$25. Por isso, pesquise bastante para escolher uma corretora. Veja se você vai ficar em uma corretora por um preço pequeno ou em outra pelo atendimento. Tem de pesar os dois lados.

Depois que seu cadastro e sua conta estiverem prontos, é simples. É só você ligar ou pedir no MSN, ou dar uma ordem via Home Broker que rapidamente sua compra ou venda será feita. O mercado é muito ágil, pois é completamente eletrônico hoje. Um clique e em poucos segundos, você será acionista de qualquer empresa que quiser. Após uma compra, você deve fazer a transferência para a conta-investimento e após uma venda, se você quiser o dinheiro para gastar na praia, é só pedir que a corretora lhe faça a transferência para sua conta bancária. Muito simples e sem perigo nenhum. Não há como roubarem seu dinheiro. Não mesmo. Após estas explicações, é só começar a comprar as suas primeiras empresas.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O que é uma ação

Uma ação é um título de renda variável emitido por uma sociedade anônima, que representa a menor fração do capital da empresa emitente. Menor fração, ou menor parte, ou seja, não dá para vender menos do que uma ação a outra pessoa. As empresas não emitem o valor total de seu capital social em ações. A Vale, por exemplo, tem seu valor de mercado estimado em 200 bilhões de dólares mas a composição do capital social dela na bolsa é de 5.365.304.100, divididos em partes iguais, onde, 2.108.579.618 são de ações preferenciais e 3.256.724.482 são de ações ordinárias. Aí dá para ver que uma mínima parte dela está emitida em ações. O que isso significa? Significa que você com 1000 ações da Vale, vai demorar um pequeno tempo para comprar 1% dela. Mas não desista, pois com 1% da Vale você pode se considerar uma das pessoas mais ricas do Brasil e do mundo.

Para entender melhor, vamos a outros conceitos; Sociedade Anônima é a espécie jurídica de empresa que tem seu capital social dividido em partes iguais chamadas de ações. Ainda são divididas em duas espécies. De capital aberto, que são as que captam recursos juntamente ao público investidor, ou seja, são as negociadas em bolsa; e as de capital fechado que são as que captam recursos com os próprios acionistas e não são negociadas em bolsa. Já sociedade limitada é a espécie jurídica de empresa que tem seu capital social dividido em cotas de participação, não necessariamente iguais e tem seus sócios bem conhecidos, ao contrário de uma sociedade anônima de capital aberto, onde ao comprar uma ação, não se sabe quem são seus outros sócios. Não vou entrar na definição jurídica delas, pois não nos interessa e nos implicaria em explicações muito mais complexas ao conceito de ação.

Agora vamos definir os tipos de ação. Ação preferencial é aquela que garante ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos. (Parcela do lucro líquido de uma empresa, após os descontos do imposto de renda e contribuição social, dividido entre os acionistas), geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias e prioridade no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade; Ação ordinária é aquela que confere ao acionista o direito de voto em assembléia geral da empresa emitente, além de proporcionar participação não preferencial deste acionista nos resultados financeiros da mesma.

As ações mais negociadas, as de maior liquidez, são as Pn, ou preferenciais, justamente por terem essa prioridade na distribuição dos dividendos. Mas as empresas que abriram seu capital recentemente, somente têm ações On, ou ordinárias, por uma adequação as novas regras de negociação no mercado. Mas essa On de hoje engloba a Pn, pois por só ter uma espécie, ela deve ter as características das duas.

O nome das ações na Bovespa é formado por quatro letras e um número que indica se ela é On ou Pn ou PnA ou PnB, espécies de Pn com diferenciação na forma de recebimento dos dividendos. Por exemplo, a Petrobrás tem a PETR3 como On e a PETR4 como Pn; A Vale tem a VALE3 como On e a VALE5 como Pn. Já a Bm&fbovespa que abriu seu capital recentemente, só possui a BVMF3 que é uma On. As demais empresas obedecem a mesma regra.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O que é o mercado de capitais

Mercado de capitais é uma “feira” onde ao invés de frutas, você vai comprar valores mobiliários, que são títulos ou contratos de investimento coletivo, ofertados publicamente, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. Também é o mercado de capitais, um mercado de renda variável, ou seja, o rendimento ou lucro não é nem pré e nem pós-fixado. Simplesmente varia de acordo com a variação dos índices.

O mercado de capitais foi criado para que empresas tenham financiamento a curto e médio prazo para poderem crescer, se estruturando, comprando maquinário etc. e tendo liquidez nos seus títulos de emissão, pois, só em um mercado aberto ao mundo, empresas conseguem negociar seus títulos rapidamente, e assim, viabilizando o processo de capitalização. No boca a boca, elas nunca conseguiriam ter o dinheiro necessário para seu financiamento.

É aí que entra você, o investidor. Mediante a colocação de um capital a disponibilidade dos vendedores de títulos, que no caso das ações, são empresas , você ganhará um rendimento. Ou seja, de maneira mais direta, quando você compra uma Petrobrás, por exemplo, você está deixando o seu dinheiro lá para que ela possa usá-lo no seu crescimento e por isso, você ganha um rendimento se valorizada a ação. De certa forma, você empresta dinheiro para a Petrobrás. Pense, você pode falar que já emprestou dinheiro para a Petrobrás. Por isso quem compra ações se chama investidor. Você empresta seu dinheiro esperando que o cara que manda na empresa use bem o seu dinheiro e faça a empresa gerar mais lucro para que você possa ter lucro. Pensando de maneira mais ampla e muito óbvia, por incrível que pareça, você é sócio das empresas para as quais você emprestou seu dinheiro. Ou seja, você vai passar na frente do Banco Itaú e dizer: “este banco é meu”. Você vai passar na frente de um posto de gasolina BR e dizer: “esta gasolina é minha”. Você vai ler no jornal que a Vale do Rio Doce fechou um negócio milionário com a China e pensar: “cara, acabei de fechar um negócio de milhões” Hoje eu sou dono de petrolíferas, de mineradoras, de companhias aéreas, de telefônicas... Cara, é tudo seu!!!

Mas mercado de capitais não se resume a ações. Dentro do mercado de capitais existem todos os seguintes valores que mais adiante, em outras postagens, falarei sobre cada um;

I. as ações, debêntures e bônus de subscrição;
II. os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários;
III. os certificados de depósito de valores mobiliários;
IV. as cédulas de debêntures;
V. as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos;
VI. as notas comerciais;
VII. os contratos futuros, de opções e outros derivativos - Denominação genérica para operações que têm por referência um ativo qualquer, chamado de "ativo base" ou "ativo subjacente" (que em geral é negociado no mercado à vista). Derivativos usualmente têm uma data de vencimento. Exemplos de derivativos são opções de compra/venda, futuros e swaps.
VIII. outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes

O mercado de capitais é constituído; pelas bolsas de valores, que são os locais onde são negociados os valores mobiliários; pelas sociedades corretorass, que são as instituições autorizadas a intermediarem a compra e venda dos valores, ou seja, somente através de uma corretora se pode fazer operações no mercado de capitais; e por outras instituições financeirass autorizadas.

No Brasil, o mercado de capitais tem a Bm&f e a Bovespa, que hoje, se uniram, mas que ainda tem as operações separadas, como as bolsas de valores do país. A Bovespa ( Bolsa de valores de São Paulo) é a bolsa onde se negociam ações e todos os derivativos de ações. A Bm%f (Bolsa de mercadorias e futuros) é a bolsa onde se negociam comodities (produtos palpáveis com possibilidade de entrega física) e derivativos sobre ativos financeiros e agropecuários.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Começando no mercado de ações.

O primeiro passo é parar de achar que mercado de ações é um jogo de azar ou que é algo de alto risco onde todo mundo perde ou que só ganha quem tem muito dinheiro. Tem risco sim, afinal, quem não arrisca não petisca, já dizia o velho ditado popular. Mas é um risco palpável, que na mais básica das definições, depende da velha guerra entre oferta e demanda. E ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não tem nada de azar não. Azar é o de quem fica de fora dessa “brincadeira”, dando dinheiro aos bancos e recebendo não mais do que os velhos 1% ao mês, quando isso, diga-se de passagem, que vemos no nosso extrato a vários meses, sem nenhuma alteração e que não passam de pura adequação dos valores a inflação do período, ou seja, você, meu caro futuro investidor, não está ganhando nada. Não que dar dinheiro aos bancos seja ruim, afinal, se não fossem as várias taxas que pagamos todo mês, nossos bancos não seriam os mais lucrativos do mundo e assim sempre dando mais do que os 1% pra quem compra ações deles. Então pare de reclamar das taxas que você paga e aprenda a ganhar com isso, compre ações destes bancos e lucre com essas taxas.

Também esqueça essa história de que bolsa é só para quem tem muito dinheiro, principalmente nos dias atuais, de crise, onde existem ações por 1 Real. Qualquer um pode começar no mercado de ações, basta guardar 1 Real. É lógico que quanto mais se tem, mais se ganha. Mas isso, pensando em valores, pois em um simples exemplo, se Warren Buffet, o maior investidor do mundo ganhar em um mês 10% de 1 Bilhão, ele ganhará 100 milhões e se você, um investidor iniciante, na mesma ação que Buffet comprou, ganhar então os mesmos 10%, só que de 1000 Reais, você ganhará 100 Reais. É uma pequena diferença, claro, mas olhe pelo valor percentual do seu rendimento e não pela cifra do bolso de Buffet. Você acaba de ganhar 10%... Cara, você ganhou 10 vezes do que o banco te paga em um mês, isso é bárbaro. Então pare de ficar com esses seus 1000 Reais na conta do banco, achando que é pouco para começar a investir e parta a caça de Buffet.

O segundo passo é entender dois princípios muito importantes; primeiro - não se opera um dinheiro que não se pode dispor. Pra ser bem claro, só opere com o que não vai lhe deixar sem a casa, sem o carro e muito menos pelado; segundo e muito ligado ao primeiro e digo mais, o maior princípio – “no mercado, não se opera números, mas sim emoções”; Vou explicar; você não está operando uma possibilidade de ganho de uma ação em percentuais, mas sim o seu emocional de aceitação em perder cifras. Mais uma vez, para ser bem claro, você opera a sua emoção em ter vendido uma ação, tendo ganhado 3% em um dia e vê-la subir 20% no dia seguinte ou a pior parte, você opera a sua emoção de agüentar a sua ação cair 1% em um dia, mais 2% no dia seguinte e achar que a ação vai voltar e quando no terceiro dia ela cai 40%. Pois bem, o risco da bolsa não é perder dinheiro, é perder a cabeça com isso. É nesse ponto que volto ao primeiro princípio; não opere mais do que pode agüentar perder, pois na bolsa, você vai ganhar várias vezes mas vai perder várias também e tem que saber “controlar emoções”. Se Buffet consegue, porque você não?